Hypermarcas, sem medo de arriscar e crescer

O que o hidratante Monange, o esmaltes Risqué, o antigripal Benegrip, o adoçante Zero-Cal e o bronzeador Cenoura&Bronze têm em comum? Aparentemente, nada. No entanto, por trás destes e de outros nomes famosos do mercado em geral está a Hypermarcas, um grande conglomerado nascido em São Paulo, em 2002, sob o comando de João Alves de Queiroz Filho, mais conhecido como Júnior.

O que chama a atenção na história da Hypermarcas é a vontade de empreender. Tudo começou com a Assolan, uma esponja de aço que precisava brigar com a marca líder no país. De lá para cá, a empresa adquiriu inúmeras outras marcas importantes, ampliando sua atuação e o faturamento, que triplicou só com a aquisição da Dorsay Monange, em 2007. Hoje, a empresa reúne mais de cem marcas de segmentos distintos, como alimentos, beleza, higiene e medicamentos, e tem capital aberto.

A cúpula da empresa sabe que não adianta apenas comprar fábricas e laboratórios. O segredo do sucesso está em saber se comunicar e mostrar seus produtos aos consumidores. Por isso, Júnior investe fortemente em marketing. Foi assim que ele conseguiu tornar a Assolan tão conhecida quanto sua maior rival. E é por acreditar no poder da propaganda que a Hypermarcas é a segunda maior contratante de celebridades para divulgar seus incontáveis produtos. A primeira é a Globo.

Júnior se preocupa tanto com a publicidade de suas marcas que todas as campanhas são criadas internamente, e não por uma agência contratada. Nenhum anúncio é veiculado sem sua aprovação. É ele mesmo quem negocia os espaços publicitários em jornais, revistas e tevês. Só para este ano, a previsão é de um investimento de R$ 300 milhões em marketing. Com todos estes cuidados, a empresa de apenas oito anos é o sexto maior anunciante do país, de acordo com o Ibope Monitor.

Se alguém pensa que tudo isso já é o bastante, saiba que não é. A meta da Hypermarcas para este ano é adquirir pelo menos um novo negócio a cada dois meses. Júnior quer novamente triplicar o tamanho da empresa, como aconteceu em 2007, e chegar à marca de R$ 10 bilhões de faturamento anual em, no máximo, cinco anos. Fôlego não falta ao executivo, que parece ter a mesma vontade empreendedora de 2002, quando tudo o que ele tinha para começar era uma simples lã de aço.

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