Moda é como um vírus: contagiante. Poucas coisas se espalham tão rapidamente quanto uma nova moda – ou tendência, como dizem os entendidos. Basta uma celebridade aparecer usando determinado acessório ou peça de roupa que em pouco tempo centenas de pessoas copiam o look. As empresas que entenderam este mecanismo começaram a apostar em um modelo de propaganda diferenciado: oferecem seus produtos gratuitamente a personalidades e investem em merchandising, principalmente em novelas.
Os produtos, no entanto, nem sempre são acessíveis à maioria dos consumidores. Para suprir este amplo mercado, surgiram os fornecedores de “cópias”. Fábricas de fundo de quintal nos quatro cantos do mundo alimentam a ânsia consumista de quem não pode viver sem a saia da mocinha da novela ou a bolsa da vilã. Os genéricos de luxo, sempre os artigos mais procurados, ganharam as ruas e foram parar nas mãos de todo o tipo de comprador, dos mais abastados aos menos afortunados.
Tudo ia muito bem até a crise financeira internacional derrubar muitos negócios. As empresas precisavam encontrar o caminho da sobrevivência. E foi aí que a história se inverteu. Em vez de ditarem moda, foram elas que perceberam que o grande hype do momento era ser ecologicamente correto e passaram a segui-lo. Sustentabilidade virou uma bandeira levantada com orgulho, o que não significa que, da noite para o dia, todos os empresários tenham se tornado amantes e defensores da natureza.
Agora, bacana é se preocupar em utilizar matéria prima reciclada ou auto-sustentável. Esta parece ser a maneira mais eficaz de atrair consumidores que não querem ter peso na consciência. Adquirir produtos de empresas que mostram alguma preocupação com o ambiente parece diminuir a culpa pelo consumismo. Por isso, grifes de luxo passaram a investir em programas sociais e de proteção da natureza. É desta forma que marcas famosas e caras estão se reinventando, tentando se diferenciar de seus concorrentes para sobreviver.
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